Pular para o conteúdo principal

Após Pressão nas Redes Sociais ALEPA informa que já deu início no processo de afastamento de deputado Iran Lima




A Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa) se pronunciou, por meio de nota, sobre o descumprimento da ordem do Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE) afastar o deputado estadual Iran Ataíde de Lima. De acordo com o comunicado, a casa já deu entrada no desligamento do político que teve seu mandato cassado.

A sentença foi publicada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em abril, mas até o momento a Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) teria descumprido a decisão, alertou a Procuradoria Regional Eleitoral.

Entretanto, segundo informou a nota, ao receber ofício do Tribunal Regional Eleitoral, com a informação do reprocessamento das eleições 2018, a Mesa Diretora da Alepa, teria dado início imediatamente ao cumprimento da decisão oriunda da Justiça Eleitoral.

“Após solicitação de parecer jurídico sobre o rito a ser seguido, a Procuradoria-Geral da ALEPA sugeriu um rito que ao mesmo tempo respeita as disposições previstas no art. 97, V, §3º Constituição do Estado do Pará e no art. 31, VI e art. 108, V, §2º do Regimento Interno da Alepa”, diz a nota. O processo ainda não foi finalizado e está na penúltima fase do rito aprovado, devendo ser encerrado na próxima semana, a partir do dia 22.

A cassação do mandato de Iran Lima ocorreu em 30 de abril. O Plenário do TSE entendeu que o político praticou ato doloso de improbidade administrativa em 2004, quando era prefeito de Moju (PA). O TSE determinou que a decisão tinha que ser cumprida de forma imediata.

Leia abaixo a nota da Alepa na íntegra:

A Assembleia Legislativa do Estado do Pará – ALEPA vem a público apresentar nota oficial sobre o reprocessamento dos resultados das eleições 2018, que resultou no indeferimento do registro de candidatura do Deputado Estadual Iran Ataíde de Lima.
Ao receber ofício do Tribunal Regional Eleitoral, com a informação do reprocessamento das eleições 2018, a Mesa Diretora da ALEPA, diferentemente do afirmado, deu início imediatamente ao cumprimento da decisão oriunda da Justiça Eleitoral.
Após solicitação de parecer jurídico sobre o rito a ser seguido, a Procuradoria-Geral da ALEPA sugeriu um rito que ao mesmo tempo respeita as disposições previstas no art. 97, V, §3º Constituição do Estado do Pará e no art. 31, VI e art. 108, V, §2º do Regimento Interno da ALEPA. 
Após aprovação do rito, a ALEPA, por respeito ao Poder Judiciário, enviou ofício ao TRE-PA informando qual seria procedimento interno adotado pela Casa de Leis.
Atualmente o processo está na penúltima fase do rito aprovado, pelo que certamente na semana que se inicia em 22.06.2020 o processo será encerrado.
Não pode, em qualquer hipótese, a Instituição em que as normas são criadas e que tem por obrigação a defesa das leis, promover o seu descumprimento. O Deputado, ao assumir o mandato, conforme art. 3º, §3º do Regimento Interno da ALEPA, promete cumprir a Constituição do Brasil e do Pará, bem como o Regimento Interno da ALEPA.
Cabe a quem entender que as disposições constitucionais e regimentais não devam ser aplicadas, por qualquer argumento que seja, o questionamento destas no palco correto, através de ações de controle concentrado.
Outrossim, a afirmação de que o cumprimento de procedimento interno representa crime tipificado no art. 347 do Código Eleitoral não tem qualquer fundamento legal. Primeiro porque no ofício enviado à ALEPA não há nenhuma ordem a ser cumprida, constando somente a informação do reprocessamento dos resultados das eleições 2018 e segundo que a ALEPA age com total boa-fé e observa os cumprimentos das regras previamente estabelecidas.
Um registro importante é de que, tal qual a ALEPA e por conter norma idêntica na Constituição da República, o Senado Federal também teve que seguir rito interno para a declaração da perda de mandato de parlamentar, por decisão oriunda da Justiça Eleitoral. 
A ALEPA tem compromisso com o povo do Estado do Pará e o respeito às leis e, exatamente por isso, deu cumprimento à Constituição do Estado e ao Regimento Interno.

Fonte Roma News

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Campeão de votos em 2016, Jandeilson Pereira vem a reeleição.

Eleito em outubro de 2016 para seu primeiro mandato como vereador, Jandeilson Pereira, hoje no (DEM), foi considerado por vários setores de Santarém como um destaque extremamente positivo devido a sua atuação parlamentar em defesa dos pescadores e da sociedade santarena.  Jandeilson Pereira tem 43 anos, é pai de 5 filhos e natural da região de várzea. Começou sua atuação politica através do Conselho de Pesca da Região do Urucurituba no período de 2003 a 2007. De lá pra cá não parou mais, Fez parte ainda do Conselho Administrativo da Colônia de Pescadores Z-20 no período de 2007 a 2010, liderou a proposta do voto direto do Pescador para a diretoria executiva da Colônia de Pescadores Z-20, sendo a mesma aprovada e de grande relevância para a categoria fez parte da então primeira diretoria executiva eleita pelo voto direto do pescador. Esteve na direação da Colônia Z-20 por 7 anos.  Foi em 2016 que a pedido dos pescadores, ele aceitou o desafio de ser vereador de Santarém, onde o...

O Pará tem 3 senadores: Flexa Ribeiro (PSDB), Jader Barbalho (MDB) e Paulo Rocha (PT).

Dois deles, Flexa e Jader disputam a reeleição. Assim como eles, mais 13 pré-candidatos tentam uma cadeira no senado federal, mas eleições do próximo dia 07 de Outubro. Agora a pouco, o deputado federal  Wladimir Costa  (SD) anunciou que será candidato ao senado. Duas vagas são disputadas esse ano. Anunciado como pré-candidato ao senado,  Jarbas Vasconcelos  (PV) foi convencido por dirigentes do seu partido, a desistir de compor chapa com Paulo Rocha (PT) e há quem diga que ele ainda pode vir a disputar o governo. Via: Facebook As Falas da Polis 

Liberal do B - Rômulo Maiorana lança portal

Durante 31 anos, Romulo Maiorana foi um dos homens mais poderosos do Pará. Comandando com plenos poderes o maior grupo de comunicação do Estado, fortalecido por sua afiliação à Rede Globo, fez valer a sua vontade e impôs as suas opiniões a boa parte da elite local – e também os não poucos caprichos e suscetibilidades que sempre cultivou. Em setembro do ano passado, foi afastado da direção do grupo Liberal por um golpe branco dos irmãos. Liderados por Ronaldo e Rosângela, eles aproveitaram a ausência (programada) de Rominho, em férias na Europa com a família, para reunir a assembleia geral da corporação e, com maioria de votos, graças à adesão da matriarca, Déa Maiorana, destituir o irmão do cargo de presidente executivo. Seguiu-se uma intensa guerra na justiça e nos bastidores, encerrada por um acerto. Rominho desistia de contestar a decisão dos cinco irmãos que o derrubaram e saía da empresa, levando consigo alguns dos ativos do grupo para uma nova trajetória individual. ...