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Deputados aliados à Helder Barbalho reprovam as contas do ex-governador Simão Jatene.




Os deputados estaduais reprovaram as contas do ex-governador Simão Jatene (PSDB), que já tinham sido votadas e aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Em votação secreta e tumultuada, 34 deputados estaduais votaram pela reprovação e apenas seis votaram contrários ao parecer da Comissão de Justiça da Assembleia Legislativa pela rejeição da prestação de contas de Simão Jatene, referentes ao exercício de 2018, último ano de seu governo.

O próprio ex-governador Simão Jatene compareceu para acompanhar a sessão, junto com os ex-deputados José Megale e Tetê Santos, ambos tucanos.

Jatene fez a defesa da tribuna da Alepa, onde descreveu em 1h45 sua prestação de contas e criticou a postura do parecer elaborado pelos deputados Júnior Hage (PP) e Wanderlan Quaresma (MDB) sobre a sua prestação de contas, contrário ao que o TCE já havia julgado e aprovado. 

Fontes ligadas à Alepa garantem que havia uma manobra sendo elaborada pela base de deputados aliada do governador Helder Barbalho para reprovar as contas do ex-governador, apesar do parecer de aprovação das contas pelo TCE.

A votação das contas, acabou sendo realizada em votação secreta e turno único. Os deputados Thiago Araújo (Cidadania), Heloísa Guimarães (DEM), Eliel Faustino (DEM), Delegado Caveira (PP) e Toni Cunha (PTB), revelaram seus votos contrários à reprovação das contas do ex-governador.

Da tribunal do plenário, o deputado Delegado Caveira, denunciou uma trama para que a votação secreta fosse contrária ao ex-governador tucano. Segundo o deputado, assim que chegou na Alepa na manhã desta terça-feira, soube de uma "armação" para rejeição das contas de Simão Jatene e que a votação secreta teria resultado de cartas marcadas, onde seriam em torno de 34 a 35 votos.

No final da sessão, após anunciar o resultado da votação, ainda da tribuna o presidente da Alepa, deputado Daniel Santos (MDB), determinou aos técnicos da Alepa, que retirem o pronunciamento do deputado Caveira, tanto das notas taquigráficas da sessão, quanto das imagens que são gravadas pela TV do parlamento.

via: Roma News 

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